Como é morar em um hostel

Como contei nesse post aqui, eu passei umas semanas morando em um hostel, na Eslovênia. Graças à Worldpackers, eu matei a minha curiosidade de como é morar num hostel e já quero repetir a experiência .

Tá, mas o que é hostel, Gabriela?

É um tipo de alojamento compartilhado que prioriza a socialização entre os hóspedes e, a melhor parte, é que eles são bem mais econômicos que hotéis. E muito mais divertidos também, inclusive.

Pera, então quer dizer que eu vou dormir com gente que eu nunca vi na vida? 

Vai sim. Os mais comuns são os quartos mistos (homens e mulheres), com 6 a 14 camas, ou até mais. Muitos hostels também oferecem dormitórios individuais, caso você não esteja tão confortável assim com a ideia de dormir com estranhos no mesmo quarto.

Além do quarto compartilhado (obviamente, do banheiro também), os hostels têm áreas comuns onde os hóspedes podem se socializar, se conhecerem ou beberem uma cervejinha.  Além disso, a cozinha também é de uso comum e você pode fazer até o seu próprio jantar durante a sua viagem (e economizar muitos dinheiros com alimentação).

Como cada hostel tem sua própria vibe é sempre uma experiência diferente. Definitivamente, eles não são para todo mundo; é uma questão de perfil e do tipo de viagem que você gosta de fazer. Mas, VAI POR MIM, considere se hospedar em um hostel na sua próxima viagem e vem me contar depois o que achou, ok? ok.

hostel

Eu sempre opto por hostels quando viajo porque são econômicos, AMO a integração que tem entre os hóspedes e, na maioria das vezes, tive uma experiência muito legal. Por isso, foi surgindo uma vontadezinha de viver em um por mais tempo, aí eu fui né 🙂 

Agora sim vamos aos detalhes de como é realmente morar em um hostel, começando pelos pontos positivos:

| Conhecer gente do mundo todo

DE LONGE, é a parte mais incrível de morar em hostel e o motivo principal que me faz querer repetir a experiência. Ter contato com pessoas de diferentes países, cada um com suas histórias únicas, é um aprendizado enorme. Daria para escrever um livro de contos sobre os vários relatos que ouvi enquanto morava no Hostel 24, nem saberia por onde começar. Talvez pela história do dinamarquês no auge de seus 50 e poucos anos, que vendeu seu restaurante para viajar de bicicleta e viver uma vida minimalista, em uma tiny house. Ou da mexicana que trabalhou em algumas produções da Netflix, mas deixou o emprego para viajar sozinha por três meses pela Europa. Ou da brasileira, da coreana e da americana que fez o mesmo. Ou a do casal de coreanos que começaram a viajar pelo mundo depois que aposentaram, mesmo não falando uma única palavra em inglês.

| Aprimorar um idioma (ou aprender um novo)

Deu para perceber que hostel é um lugar bem internacional, né? Por isso, o idioma comum costuma ser o inglês. Mesmo se você estiver em um país onde a língua nativa é o português, é provável que a maior parte do tempo você tenha que falar em inglês. Talvez você possa até aprender uma língua nova ou pelo menos começar. Já no meu primeiro dia no hostel, eu conheci a Mariam (do México) e passamos o dia conversando; eu com meu espanhol capenga enquanto ela me ensinava várias palavras novas. Graças a ela e mais vários outros hóspedes hispanohablantes, meu espanhol foi de capenga para aceitável. Nada mal, né? Gracias!

| Todo dia é diferente

Rotina é algo que não existe em um hostel. Um dia você está jogando jenga e ouvindo funk com a recepcionista. No dia seguinte fazendo piquenique no parque com os hóspedes. No outro fazendo uma viagem com alguém que você conheceu na noite anterior enquanto fazia seu almoço na cozinha do hostel. E por aí vai. Cada dia é uma surpresinha e eu adorava isso; você acorda, sem pretensão nenhuma e, mesmo assim, o dia sempre acabava sendo único diferente e divertido. Fácil assim! Saudades hostel 24 <3

Porém, nem tudo são flores, não é mesmo? Tem algumas desvantagenzinhas:

| Falta de privacidade

Quando você escolhe se hospedar em um quarto com mais cinco pessoas ou mais, isso é algo que você já espera, obviamente. Se for só por alguns dias, não costuma ser um problema, mas se você passa um período de tempo mais longo, começa a incomodar. Sabe quando você acorda meio jururu e não tá muito a fim de interagir com outras pessoas? Num hostel, você não tem outra opção. Não existe querer passar um tempo sozinhx no seu. Como eu também tinha que trabalhar para meus clientes também (sou designer gráfico freelancer, sabia?), também era bastante difícil me concentrar às vezes porque tinha sempre alguém para conversar ou passar o tempo.

| Não é tão confortável assim

Os quartos do hostel são pensados para viajantes que não passam mais do que três dias ou, quando muito, cinco dias. Por isso, quando você fica por semanas pode ser um pouco cansativo não ter espaço suficiente para guardar as suas roupas no armário, por exemplo. Ou não poder deixar seu sabonete e sua tolaha no banheiro. Ou ter que colocar etiqueta em todos os seus alimentos para guardar na cozinha compartilhada. São coisas pequenas, mas que em logo prazo cansam.

| Você se sente em casa, mas quem faz as regras não é você

A gente vive em sociedade, então é óbvio que temos que seguir certas regras. Assim todo mundo fica em paz. No hostel, é a mesma coisa. Para garantir uma experiência agradável e tranquila para todos os hóspedes, normalmente há umas regrazinhas de convivência que devem ser seguidas; isso varia de acordo com o estabeleicmento e não costuma ser nada fora do comum, mas algumas podem ser irritantes. No hostel onde eu morava, por exemplo, a cozinha fica fechada das 23h até 7h da manhã para evitar barulhos excessivos durante a noite e que atrapalhariam os hóspedes a dormir. Super compreensível, né? Mas eu odiava e não tinha muito que fazer, só seguir mesmo as regras.

Hostel 24

autora do texto

Gabriela Mendes

Gabriela Mendes. Produtora de conteúdo, fundadora e idealizadora da Navegandos. Sempre sonhou em ver o mundo para trocar conversas, ideias e experiências com gente de todos os cantos. Por isso, viaja para viver ou vive para viajar.

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Agora me conta aqui porque eu tô curiosa, você moraria em um hostel? Se sim, me conta o porquê. Se não, me conta mesmo assim hehe.

Para quem ficou com vontade de ter uma experiência assim, eu recomendo a Worldpackers que foi a plataforma maravilhosa que me conectou com o Hostel 24

Portal de conteúdo sobre viagens, trabalho remoto e nomadismo digital, criado por Gabriela Mendes.

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